MONA OU UMA LEITURA POSSÍVEL

MONA (mo·na) (nome feminino): 1. fêmea do Mono; 2. uma boneca de trapos; 3. uma pessoa embriagada;  4. uma cabra a quem faltam os cornos; 5. a personagem principal do filme “Sans Toit ni Loi”, de Agnés Vardas.

Mona cospe na sorte das tartarugas e na manutenção dos jardins públicos. Não sabe ser nem mãe nem filha, mas procura insistentemente a que lhe parece faltar a cada momento. Vagueia entre um ideal de liberdade e a solidão que a atraiçoa, sempre que rejeita uma rotina ou um telhado.

Hoje, já não se lembra de como era pisar a Lua ou brincar no recreio, mas recorda o choro incessante da menina que carregava ao colo todas as noites, e o pesadelo de partilhar o infantário e a casa com outras crianças, numa infância muito concreta (como todas as outras que teve).

Hoje, é capaz de adivinhar a sua própria morte e os epitáfios que não lhe serão dedicados.

“Mona” é uma autópsia feita na primeira pessoa, por uma jovem mulher que não reconhece uma casa ou as fronteiras do próprio corpo.

INFORMAÇÕES GERAIS

M/6 | 35 min.

20 jun 25 | 18h | Largo do Poço - Feira do Livro de Coimbra

25 ago 26 | 19h | Casa da Escrita - Verão a Dois Tempos (Blue House)

Produção | Estrutura Baldia 

Texto | Joana Ferrajão

Criação e Interpretação | Beatriz Antunes, Carolina Costa Andrade, Joana Ferrajão, Juliana Roseiro, Matilde de Fachada 

Imagem | Carolina Costa Andrade

Registos Fotográficos | Eva Tiago 

APOIOS 25 | Associação Cultural Apura, Câmara Municipal de Coimbra, Cena Lusófona

APOIOS 26 | Blue House, Câmara Municipal de Coimbra, Casa da Escrita, Teatro da Cerca de São Bernardo

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

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